De acordo com dados do CoinGecko, entre 12 e 25 de agosto de 2025, o BTC permaneceu em tendência de baixa, com fraca recuperação. Apesar desse cenário técnico desfavorável, o open interest dos futuros de BTC seguiu elevado, apontando para um mercado mais cauteloso e com postura de espera.【1】Para os próximos períodos, atenção deve ser voltada aos principais suportes e à dinâmica do open interest, buscando antecipar possíveis reversões. O ETH, por sua vez, demonstrou força ao ultrapassar momentaneamente 4.900 USDT e estabelecer uma nova máxima histórica, sustentado por contínuos influxos de capital e por ETFs spot que superaram US$ 30,5 bilhões em ativos. Caso o ETH mantenha seus suportes de curto prazo, o movimento de alta tende a persistir, com uma configuração técnica notavelmente mais sólida do que a do BTC.
O avanço do mercado também evidencia maior institucionalização e integração inter-ecossistemas. BenFen e Stellar Foundation progridem na tokenização de RWA; Wormhole negocia a aquisição da Stargate para aprimorar interoperabilidade cross-chain; 1inch simplificou recursos de cross-chain; e a Bitlayer assumiu posição de destaque entre os projetos Bitcoin Layer 2. Em paralelo, a atividade de empréstimos CeFi avança rapidamente e o segmento de NFTs dá sinais de recuperação.
Assim, o mercado cripto mostra tendências divergentes e múltiplos vetores de impulso. O BTC segue tecnicamente fragilizado, mas não sofreu saída relevante de capital. Já o ETH, apoiado por fundamentos sólidos, mantém trajetória ascendente. No plano macro e de ecossistemas, seguem avanços regulatórios e inovações em cross-chain. Somados a setores aquecidos como Layer 2, RWA e DeSci, o mercado segue promissor para quem busca oportunidades de crescimento e estruturas favoráveis no médio e longo prazo.
Esta análise agrupa os 500 principais tokens por valor de mercado para avaliar o comportamento médio entre 12 e 25 de agosto de 2025.
No período, o retorno médio foi de +3,43%, com clara divergência entre as faixas. Tokens ranqueados entre 301–400 registraram o melhor desempenho, com média de +6,42%, seguidos pelos intervalos 401–500 (+4,73%) e 1–100 (+4,62%). Por outro lado, o grupo 101–200 apresentou leve retração, com média de -0,07%.
O fluxo de capital apresentou o padrão "estabilidade em grandes caps + outperformance de small/mid-caps". Enquanto os grandes tokens mantiveram estabilidade, formando o alicerce do mercado, ativos de menor capitalização mostraram maior volatilidade e potencial de alta — cenário que reforça o apetite por risco e sinaliza uma transição de dominância dos blue chips para uma alocação mais distribuída e orientada por narrativas.
Observação: A classificação segue dados CoinGecko, dividindo os 500 maiores tokens em cinco grupos de 100 posições e calculando o retorno médio de cada intervalo de 12 a 25 de agosto de 2025. O índice de 3,43% corresponde à média simples dos 500 tokens.
Figura 1: O ganho médio geral foi de 3,43%, com destaque para tokens entre 301–400, que saltaram quase 30%.
Nas últimas duas semanas, o mercado cripto mostrou tendência de alta e forte rotação de capital, favorecendo tokens de menor capitalização e alta volatilidade. Os principais ganhos vieram de memecoins, ecossistemas Layer 1 e novas narrativas — segmentos que atraem capital especulativo de curto prazo graças ao engajamento comunitário e ao potencial de viralização.
O SVL (Slash Vision Labs) liderou com valorização de +186,95%. SVL é o token nativo da Slash Vision Labs, plataforma japonesa de pagamentos cripto regulamentada. O principal diferencial do projeto é o Slash Card — primeiro cartão de crédito compatível com cripto no Japão. Uma campanha de pré-registro com recompensas em iene e incentivos de revenue sharing atraiu grande interesse, impulsionando o preço do token.【2】
REX (+182%) e MEME (+128,82%) também figuraram entre os destaques, favorecidos por avanços em seus ecossistemas e narrativas relevantes, enquanto API3 e BIO tiveram performance superior devido a aprimoramentos recentes e maior atenção do mercado.
No campo negativo, as quedas foram limitadas. PROVE apresentou recuo de -35,12%, seguido por SPK, PTGC e outros, com perdas entre -25% e -32%, quase sempre por ausência de narrativa ou perda de fôlego.
O mercado, portanto, privilegia ativos high beta com apelo narrativo e engajamento de comunidade. Projetos sem liquidez ou sem hype tendem à marginalização, enquanto a rotação setorial segue como principal força de curto prazo.
Figura 2: SVL, token nativo de uma plataforma de pagamentos cripto, foi o maior destaque das duas semanas (+186,95%); a valorização foi catalisada pelo cartão de crédito cripto e por um forte mecanismo de incentivos.
Para detalhar a distribuição estrutural dos desempenhos, foi elaborado um gráfico de dispersão dos 500 tokens de maior valor de mercado. O eixo X traz o ranking (maiores caps à esquerda), e o Y apresenta a variação percentual do preço entre 12 e 25 de agosto (escala logarítmica). Cada ponto corresponde a um token — verde indica valorização, vermelho, queda.
Apenas cerca de 48% dos tokens subiram, ligeiramente menos do que o total de quedas, o que confirma que o fluxo rotacional predomina sobre rallies amplos. As maiores altas ficaram entre +5% e +100%, com destaque para ativos de média e pequena capitalização (SVL, REX, MEME) — todos acima de 100% de ganho.
O SVL se destacou pela conclusão de sua campanha promocional do cartão cripto, adequação regulatória e vínculo do token ao revenue sharing, tornando-se um favorito high beta nesta rotação.
No lado negativo, a maioria dos tokens perdeu entre 20% e 35%, quase sempre pelo enfraquecimento da narrativa e do interesse de mercado (PROVE, SPK, TIBBIR, KTA e DORA). O PROVE sofreu forte queda após breve hype devido a múltiplas listagens, tornando-se o maior destaque negativo do período.
O capital, portanto, busca oportunidades em small e mid caps com narrativas claras, enquanto os grandes ativos tiveram apenas oscilações moderadas. Tokens sem narrativa tendem à marginalização, mantendo o setor em fase de rotação setorial e performance diferenciada no curto prazo.
Figura 3: Menos da metade dos 500 principais tokens teve ganhos. O capital favorece small e mid caps com narrativa envolvente e alta volatilidade.
No ciclo atual de consolidação, os 100 tokens de maior valor de mercado exibiram baixa volatilidade, com postura defensiva do mercado. Excluídos stablecoins e tokens LSD, apenas cerca de dez tokens subiram, mostrando apetite reduzido e migrando para observação e preservação de portfólio. Os cinco melhores desempenhos: MNT (+2,99%), HASH (+1,84%), XDC (+0,77%), LEO (+0,11%) e TRX (+0,02%).
As valorizações foram modestas, sem liderança de setores. Apenas MNT e HASH destacaram-se levemente, provavelmente por avanços recentes em seus ecossistemas e narrativas de rede pública. O MNT (Mantle Network) superou US$ 714 milhões em stablecoins on-chain, crescimento anual de mais de 210%, e divulgou seu top 10 dApps por TVL, incluindo Pendle, Merchant Moe e Treehouse, sinalizando a construção de um ecossistema Layer 2 financeiro e atraindo investidores.【3】
Entre as quedas, os cinco principais recuos foram: IP (-4,28%), PI (-3,65%), PENGU (-3,34%), ENA (-2,12%) e BONK (-2,11%). Essas quedas refletem narrativas enfraquecidas, sem sinais de pânico, indicando resiliência dos grandes tokens.
Resumindo, o Top 100 teve comportamento lateral, poucos ganhos e recuos moderados. O capital segue focado em ativos líquidos e de alta certeza, sem influência significativa da rotação setorial. O cenário deve permanecer defensivo e de consolidação no curto prazo, com preferência por proteção de portfólio.
Figura 4: Os ganhos entre os 100 maiores tokens foram limitados, com mercado lateralizado. Apenas poucos tokens tiveram desempenho levemente superior — sinalizando menor entusiasmo e postura conservadora no risco.
Como complemento à análise de preço, avaliou-se a evolução do volume negociado de determinados tokens no ciclo. Tomando o volume antes da alta como base, calculou-se o múltiplo de crescimento até 25 de agosto para captar mudanças de interesse e atividade do mercado.
ONYX teve aumento expressivo de volume (22,45x), mas avançou pouco em preço (+0,49%), sugerindo foco especulativo temporário, mas sem impacto sustentável — reflexo de possível pressão vendedora ou grande rotatividade. O KOGE aumentou 10,33x em volume e teve ligeira queda, ilustrando que nem sempre picos de volume resultam em valorização.
BAND, BIO e API3 merecem destaque, já que cresceram 9,86x, 9,51x e 9,19x em volume e acumularam ganhos de +41,23%, +81,38% e +77,09%. Esses tokens demonstraram sintonia entre preço e volume, atraindo influxos constantes de capital. BIO e API3 pertencem ao intervalo de market cap 200–300, tornando-se alvos ideais para rotação: líquidos, pouco saturados e com narrativa sólida.
O crescimento de volume concentrou-se em tokens de média e pequena capitalização, indicando a preferência do mercado por especulação narrativa de curto prazo. Picos abruptos de volume costumam antecipar maior atenção, servindo de sinal para identificar potenciais alvos de rotação.
Figura 5: ONYX, BAND, BIO, API3 e outros registraram explosão de volume. Os três últimos também tiveram fortes ganhos de preço, exemplificando “alinhamento preço-volume” e crescente interesse especulativo.
A partir da análise dos volumes atípicos, foi elaborado gráfico de dispersão cruzando o múltiplo de aumento do volume e a variação percentual do preço. O eixo X mostra o crescimento do volume nas duas últimas semanas vs. período base, e o Y, o ganho ou perda no mesmo período (escala logarítmica).
O quadrante superior direito reúne tokens com padrão claro de “surto de volume + valorização”. BIO e BAND cresceram 9,51x/9,86x em volume, com ganhos de +81,38%/+41,23%, respectivamente. API3 teve padrão similar: quase 9x em volume e +77% em preço. São exemplos de rotação fundamentada em volume e narrativa.
No quadrante inferior direito, encontram-se KOGE e ONYX: ambos tiveram grande aumento de volume (10x/22x), mas sem ganhos relevantes em preço. Esses tokens atraíram atenção momentânea, mas faltou força de narrativa ou continuidade do capital — resultando em “volume sem valorização”.
Tokens small cap como MEME e RUJI também apresentaram ganhos muito elevados, alguns acompanhados de picos de volume, confirmando a relevância da volatilidade e da qualidade da narrativa para o curto prazo.
Em resumo, tokens do quadrante superior direito tendem a apresentar catalisadores claros (novos produtos, listagem, fortalecimento da narrativa) e liquidez, tornando-se alvos preferenciais do capital rotacional. Os do quadrante inferior direito mostram movimento, mas sem sustentação, sinalizando amadurecimento do mercado — que começa a privilegiar narrativa consistente e suporte de capital.
Figura 6: BIO, BAND e API3 posicionam-se no quadrante superior direito, ilustrando o padrão de “rally respaldado por volume” e servindo como principais alvos de rotação rápida de capital.
Para aprofundar a relação entre volume e preço, aplicou-se análise estatística com a métrica “Volume/Market Cap”, correlacionando-a à variação dos preços. Essa abordagem revela os tokens mais sensíveis ao fluxo de capital e a intensidade do vínculo preço-volume no momento atual.
O gráfico mostra que a maioria dos tokens apresenta coeficientes entre 0,65 e 0,85, confirmando relação positiva entre atividade negociada e variação de preço. As cores representam intensidade da correlação (vermelho = forte, azul = fraca), e o tamanho da bolha indica valor de mercado.
Tokens do quadrante superior esquerdo, como QTUM e CFG, atingem os coeficientes mais altos (0,82–0,86), indicando que ativos small/mid cap são mais sensíveis ao volume e atraem traders de curto prazo. RSETH aparece como a maior bolha dessa faixa, unindo grande market cap e alta elasticidade, sendo destaque em cenários voláteis.
Já tokens como GT, USD1 e UMA apresentam correlações menores (por volta de 0,65–0,70) apesar do grande volume, sugerindo baixa sensibilidade do preço às variações de fluxo. O GT se destaca pelo porte (bolha maior), sendo opção para investidores institucionais ou de longo prazo, já que alia liquidez a estabilidade.
Em síntese, tokens de média e pequena capitalização tendem a responder mais fortemente ao volume e a apresentar maior volatilidade, enquanto grandes ativos oferecem liquidez, mas com reações mais moderadas — cenário que evidencia a divergência entre perfis de risco. No curto prazo, traders buscam volatilidade e forte correlação, enquanto o capital de longo prazo prefere posições mais estáveis e defensivas.
Figura 7: QTUM, CFG e outros tokens mid cap apresentam forte correlação preço-volume — respondendo rapidamente ao fluxo de capital. Já grandes ativos como GT exibem menor correlação, mas maior porte e estabilidade.
No geral, predomina o padrão de “divergência estrutural e rotação narrativa”, com sinais de correlação preço-volume cada vez mais relevantes. Tokens mid/small cap, como BIO e MEME, se destacaram com valorizações expressivas e volumes recordes, centralizando o fluxo especulativo de curto prazo. Enquanto isso, grandes ativos, como GT, mantêm estabilidade e atraem perfis mais conservadores.
Para além dos preços, múltiplas campanhas de airdrop estão em andamento em setores como plataformas de incentivo social, protocolos de restaking, testnets Layer 1 e ferramentas de gestão de ativos. Participar antecipadamente e cumprir consistentemente tarefas de interação amplia as chances para futuros tokens e elegibilidade a airdrops durante fases de consolidação. Na sequência, destacam-se quatro projetos iniciais com potencial de incentivo e um passo a passo de participação, facilitando o posicionamento do usuário frente às próximas oportunidades Web3.
Este relatório reúne os principais airdrops e oportunidades entre 12 e 25 de agosto de 2025, com foco em projetos em estágio inicial e forte tração. Entre eles, Edgen (plataforma interativa com vinculação social e incentivo via tokens), Symbiotic (protocolo de restaking para ativos LSD de Ethereum), Pharos (rede Layer 1 compatível com EVM dedicada a RWA e DeFi empresarial) e Cerebro (plataforma de smart assets com estratégias de investimento).
O usuário pode ganhar credenciais antecipadas registrando contas, conectando carteiras e redes sociais, completando tarefas e realizando staking. Confira na sequência o posicionamento estratégico de cada projeto, os mecanismos de incentivo e as principais etapas para participação — tudo pensado para ampliar as possibilidades de recompensa Web3 ainda neste início de ciclo.
A Edgen é uma plataforma Web3 que combina verificação de contas sociais e incentivos via tokens. Recentemente lançou o programa OG Badge e a campanha de airdrop Aura, estimulando usuários a vincular sua conta X para acumular Aura e participar de futuras distribuições.【4】
Como participar:
Symbiotic é um protocolo Web3 especializado em restaking. O usuário pode depositar diferentes ativos de staking Ethereum em oito pools distintos para acumular pontos e garantir elegibilidade a futuros airdrops.【5】
Como participar:
A Pharos é uma blockchain Layer 1 compatível com EVM, desenvolvida para cenários de RWA e DeFi empresarial. O projeto disponibilizou tarefas de testnet pela Layer3. O usuário pode conquistar pontos XP realizando tarefas on-chain e sociais, aumentando sua chance em airdrops futuros.【6】
Como participar:
A Cerebro é uma plataforma de smart assets Web3 que integra estratégias de investimento, gestão de carteiras e recursos sociais. Lançou o mecanismo de recompensas Gems, em que o usuário ganha gemas coloridas ao participar de atividades, que podem ser critério para futuros airdrops.【7】
Como participar:
Atenção
Planos e métodos de airdrop podem mudar a qualquer momento. Siga os canais oficiais de cada projeto para não perder atualizações. Cuidado, avalie riscos e pesquise antes de participar. Gate não garante a distribuição de quaisquer recompensas futuras de airdrop.
Na análise do mercado entre 12 e 25 de agosto de 2025, o segmento cripto confirmou o padrão “divergência estrutural e rotação narrativa”, com sinais consistentes de correlação preço-volume. No aspecto técnico, o ETH rompeu recordes ao superar 4.900 USDT, reiterando sua força entre os grandes ativos digitais.
Tokens mid e small cap, como BIO e BAND, mostraram alta sensibilidade a volumes, tornando-se foco para especulação rápida apoiada em narrativas, sinalizando retomada do apetite por risco. Os grandes ativos, como GT, mantêm papel de referência de liquidez e atraem capital institucional ou defensivo.
Tokens entre as posições 301–400 de market cap tiveram o melhor desempenho do ciclo, indicando que, em fases de pressão sobre as maiores caps, projetos menores oferecem maior flexibilidade e potencial de valorização. A razão “Volume/Market Cap” mostrou forte correlação positiva com preços (coeficientes entre 0,65 e 0,85), comprovando que a atividade negociada é cada vez mais relevante na formação de impulso de preços.
O capital segue se movimentando para tokens narrativos de mid e small caps, aumentando a força do “momentum” e das oportunidades estruturais nas estratégias de curto prazo. Os ativos mainstream estão em consolidação, com tendência futura dependente de gatilhos técnicos ou macroeconômicos mais claros.
O período também acompanhou quatro projetos em estágio inicial — Edgen, Symbiotic, Pharos e Cerebro — nas áreas de plataformas de incentivo social, protocolos de restaking, novas Layer 1 e smart assets. Estes projetos têm tarefas e incentivos bem definidos e estão no início da distribuição de recompensas. O usuário pode somar pontos e aumentar sua elegibilidade ao criar contas, conectar carteiras e redes sociais, cumprir tarefas ou operar nodes. A participação contínua amplia as chances de receber tokens e posiciona o investidor estrategicamente para usufruir dos dividendos de crescimento do Web3.
Referências:
Gate Research é uma plataforma completa de pesquisa em blockchain e criptoativos, oferecendo conteúdos aprofundados, como análise técnica, tendências de mercado, estudos setoriais, projeções e análises macroeconômicas.
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